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Jorge Penny, cai nos carrers de Barcelona com ginga brasileira, leva porto alegre no coração e no acento, com a vida faz jazz assobiado, ama sua mama, sua nanda e seus desenhos, adora cozinhar, viajar e escrever longos e-mails.

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Mais um dia*
sempre acordo com a luz do dia, com o sol lambendo a minha pele, depois ando tonto pela casa, vai ser mais um dia daqueles, o jornal há muito não me importa, as notícias sempre são as mesmas, rola um papo trouxa em cada boca, vai ser mais um dia daqueles, são milhões de caras, que não se abalam, jamais se inquietam, embora saibam que de outro jeito a vida seria melhor. mais um dia quem sabe eu saio pra rua, mais um dia quem sabe eu vou pro trabalho, mais um dia quem sabe eu fico na cama, mais um dia quem sabe eu não faço nada...

o tema é: faço comida e me vou. o relógio diz: corre! a vontade aperta o freio. O desejo é de descanso e o corpo pede dinheiro, alma deseja sonho e a realidade se impõe sem freios nem frescuras, vítor cantou com perfeição essa segunda de nuvens e dúvidas. segunda feira é sempre um dia estranho.

*vítor ramil, tango

coisa de jorge | 29.9.03 | e-mail |


caminharei os meus sapatos por barcelona

sei que não tenho idade
sei que não tenho nome
só minha juventude (ou o q insisto dela)
o que não é nada mal....

txs, vítor.

coisa de jorge | 29.9.03 | e-mail |


He visto des de otro país un mar que nadie mirava, sólo los ajenos, que en sus olas buscaban recuerdos. Pero el viento les traía nada más que polvo y frío y soledad. Y envueltos en este azul cielo vuelvían a los hogares que jamás serían suyos, y en el siléncio de aquella hora temblava una paz. El tiempo mira sin compasión estas almas, exiladas, besando la distáncia que sólo sabe a sal.

*preciso editar isso, q escrevi logo q cheguei por aqui, mas igual aí está, um dia pode q eu volte...

coisa de jorge | 29.9.03 | e-mail |


.: NOVELITA , vidas sem direitos reservados :.

• capítulo 03


yo solo quiero un hogar, para llamar de mío, que lío...

07 de novembro, 2003 - Noite de quinta-feira diante do prédio da universidade

A cara de preocupação e o ar de surpresa diante de todo já deram lugar a uma expressão de seriedade e um empenho em estabelecer laços. Ela tinha conhecido sua universidade naquele dia de metrôs e esperas desnecesárias, ele já estava em meio à classes de desenho técnico, andavam meio à toa, meio sem entender a língua, os modos, propósitos e porquês. Nesses precisos momentos que se entendia o porquê de serem um casal. Atuavam bem em dupla, e potencializavam suas qualidades. Ao acaso, encontraram um mural de telefones e quartos para alugar, e parecia que o drama do hostal se encaminhava para um final. É claro que ela teria que ligar, pois além de dominar melhor o idioma, ele sempre demonstrava nessas horas sua total incapacidade para as coisas práticas da vida, apesar de estar sempre nos momentos chaves esclarecendo os lios que ela os colocava ( NA: esse aspecto da personalidade deve ser muito bem explorado, os silêncios serão quase tão importantes quanto às falas, e devem ser explorados com talento pelo ator - aliás, os produtores chegaram a sugerir David Bisbal de Operación Triunfo, mas me parece um erro começarmos com um ator claramente espanhol, a veracidade iria por água abaixo!)
-hola, Ben? llamo pela habitación, vi el cartel en la universidad...
- mañana, perfecto, pues necesitamos cambiar pronto y suena bién conocer el piso mañana, por la tarde, pero antes de las cinco...
- bueno, y lo precio?
- ah, vale, fred... argentino, hn... bueno, el número por favor..., ahamm, vale, vale, hun, ah, ocho, vale, vale, lo llamo pronto.
- Jorge, é perfeito, um quarto que eles desocuparão amanhã de um piso recém reformado por noventa euros a semana, e só precisamos por duas semanas, que é o tempo pra Elena viajar pro Brasil e a gente se mudar de vez, só tenho que ligar prum tal de Fred que é o argentino que cuida do apartamento.
Tinham sorte aqueles dois. O drama da ‘habitación’ era um dos piores na Espanha, seguido de perto pelo do emprego, mas o segundo eles descobririam depois, no momento vivam na carne a dificuldade de encontrar um lugar agradável por um preço honesto, e parecia que haviam encontrado o mapa do tesouro. O caso é que o plano seria frustrado pelo argentino Fred (Danny de Vitto seria um ótimo Fred, preciso esclarecer a questão dos coadjuvantes com nossa produção).
Depois da conversa com o tipo, o preço havia subido um terço, mas mesmo assim saía mais em conta. Conheceram o quarto na tarde seguinte e na mesma noite fizeram a mudança (pura ansiedade) e logo descobririam que entre os ‘lios’ do local, a casa acabava ficando vazia a maior parte do tempo, o que lhes dava a sensação de serem ‘donos do local’, sentimento que se acabava cada vez que entravam em casa e havia algum estranho fazendo alguma obra - como os chicos da calefação - ou quando entrava alguém enquanto comiam na sala.
Começavam a descobrir os verbos compartir, desfrutar, relaxar - verbos que fariam parte do cotidiano que acabariam por construir no futuro. O capítulo termina com os dois na cama, entre apreensivos e eufóricos. A possibilidade de encontrarem um cantinho só deles se aproximava e estavam loucos que a noite tragasse o tempo. Sobe trilha em BG e a imagem fecha em fade.

coisa de jorge | 27.9.03 | e-mail |


Cantiña

Eso no nace de mare,
más desgraciaíto que yo,
eso no nace de mare.
Yo me encuentro en un camino
que con dos vereítas iguales,
y en un camino yo me encuentro
que con dos vereítas iguales.

y aguanta y calla, mare,
y aguanta y calla,
mi cariño es más fuerte que las murallas.

dime tú qué tienes,
dime qué te pasa
carita de rosa,
dime lo qué tenes,
dime qué te pasa
que estás tan llorosa.

coisa de jorge | 26.9.03 | e-mail |




mergulho mediterrâneo

Estou preparando um álbum com algumas fotos das nossas mini vacaciones na Costa Brava. E resolvi buscar inspiração no cancioneiro mediterráneo, e encontrei na biblioteca de grácia as primeiras canções de Maria del Mar Bonet, uma espécie de joan baez mallorquina. Pra quem não sabe Mallorca é uma das mais importantes ilhas do mediterrâneo, terra da camper e só precedida em fama por Ibiza. maria começou a cantar por acaso, como quase tudo que surge ao acaso tem seus altos e baixos, mas para um interessado em descobrir os sentimentos provocados por esse mar de cores fortes e pedras pulidas de histórias antigas um bom caminho de entrada. traduzo parte de uma canção que me tocou, pelo óbvio motivo de que as festes de la mercé agitam a cidade enquanto eu passo um final de semana agaurdando aquele sorriso voltar aos meus braços e claro, me preparando para semana que virá. Ah, que promete visitas, feriado, novos trabalhos, novas aventuras na novela da nossa vida. desfrutem dessa poesia simples e se tiverem a oportunidade de um dia escutarem a doce voz de la senyora maria del mar bonet entoando esta canção, terão alguma idéia do que ela está dizendo...

si véns prest

si véns prest
hi ha un tros de sol ataronjat,
un sol darrer,
si véns prest
no em cridis pel meu nom,
ja et sentiré
si véns prest
...
si véns tard
la festa del carrer s'haura acabat
si véns tard
amb la nit per company
al teu costat
si véns tard
les flors restaran closes fins al matí
si véns tard
quantes paraules no s'hauran dit
si véns tard
pitjor per mi...


::


Se vens cedo,
ainda haverá festa pelas ruas
se vens cedo
brilhará um raio de sol alaranjado,
o sol derradeiro,
se vens cedo
no grite pelo meu nome,
eu te sentirei
se vens cedo
...
se vens tarde
a festa já haverá acabado
se vens tarde
com a noite por companheira
ao teu lado
se vens tarde
as flores permanecerão fechadas
até demanhã
se vens tarde
quantas palavras não se dirão
se vens tarde
pior pra mim...

maria del mar bonet, si vens prest / 1969

coisa de jorge | 26.9.03 | e-mail |


estoy en el tema del flamenco, y e medio de las canciones me deparo con la rubiatonta en una bulería, sería algo como la versión de la famosa loraburra a la española. impresionante...

A por perejil fue la rubia al mercado,
a por perejil, yerbabuena le han dado,
a por perejil, yerbabuena le han dado.


glosario
perejil: tempero verde
yerbabuena: menta

coisa de jorge | 25.9.03 | e-mail |



este foi feito inspirado na nossa chegada por aqui, recordação das nossas longas conversas durante e depois de longas caminhadas até parques e recantos agradáveis.

coisa de jorge | 25.9.03 | e-mail |


Fandango Natural

reza por mi todos los días,
mi mare dijo al morir,
reza por mí todos los días.
Si un día se me olvidó
fue porque estaba contigo,
pero Dios me perdonó

coisa de jorge | 24.9.03 | e-mail |


.: NOVELITA , vidas sem direitos reservados :.

• capítulo 02


polis e tipas

03 de novembro, 2003 - a manhã continuava iluminada

No ar tudo é medo, e a tensão disfarçada entre sorrisos e um castellano ridículo descobre o “da igual” - expressão que adquiriria, junto com outras, papel chave no posterior processo de compreeensão da língua e do povo espanhol, ou catalão, ou barceloni, ou... bem, essa já é uma discussão para mais adiante - o fato é que: O segurita deu uma olhada de revesgueio na tralha do casal e nem se importou com aquilo de visado, passaporte e blablablá... Era assim: fácil de entrar e ponto. ufa. Aliviados entraram no táxi que os conduzia até o hostal* reservado por internet se sentiam entre inquietos e decepcionados. ¿Onde estará a ação?
NOTA DO AUTOR: A música tema, todavia não escolhida. mas já adianto que estamos em dúvida entre ‘resistiré’ - a versão espanhola de I Will Survive que toca no final do Ata-me, ou alguma brasileira, mas problemas com nosso produtores tem atrapalhado a decisão, mas enfim, a música tema que acompanhava os coquetas rumo ao hostal corta precisamente quando a porta do hall se fecha com eles dentro.
‘Carrer Roger de Flor, 74 - Hostal da Angie’. E ali estavam os dois, num corredor escuro de um típico prédio do Eixample, classudo e decadente, úmido e com um elevador que ninguém pensaria que funciona, mas como todos da cidade executam seu trabalho com sobriedade. Já faziam mais de quinze minutos que estavam plantados ali e nada de alguém responder, e o pior era que na sala da espelunca escutavam-se vozes, mas ninguém parecia capaz de abrir a porta. Não entendiam o que acontecia, até que como do além uma faxineira abriu a porta e disse que ia chamar Angie, “que raro” - a segunda expressão chave que começaria a esboçar léxicos de um pueblo.
A espera acabou num buraco mínimo e meio escuro, mais caro que o acordado na web, que aliás a Angie nem fazia idéia. E conhecendo-se a figura notavá-se que não lhe importava nada o tal site. (NA: o ideal seria o Danny de Vitto interpretá-la, mas talvez os custos de produção não permitam coadjuvantes de luxo!)
Uma vez malacomodados partiram pra passear, e quando se deram conta já estavam em plena Rambla vivendo aquele sonho catalão, sem nem fazer idéia do que queria dizer isso.
A felicidade é evidente no brilho dos seus olhos, e não resistem ao beijo apaixonado entre os transeuntes. A câmera vai subindo com o nosso casal em meio ao intenso movimento colorido das Ramblas, a trilha volta a tocar e capturamos nosso público com um segundo capítulo cheio de esperança, cor e amor. NE: mala notícia parece que múrilo benício não rola - problemas de agenda - mas me disseram que encontraram uma garota perfeita pro papel, sem experiência, mas linda, casting amanhã às 9h, Quero vê-la com cara amasada e sem glamour.

coisa de jorge | 24.9.03 | e-mail |


Jaleos

Este año me voy a divertir,
porque al año que viene
me puedo morr.
Este año me voy a divertir
porque al año que viene
me puedo morir.

coisa de jorge | 23.9.03 | e-mail |


Bulerías

Y estos tormentitos míos,
estos tormentitos míos,
ay, mientras más vueltas le daba
más grande es mi desvarío,
compañera de mi alma,
más grande es m desvarío...

coisa de jorge | 23.9.03 | e-mail |


atendendo a pedidos
soa ridículo, mas me pergutaram umas coisas aí pelos comentários, e apesar de não saber se essas pessoas voltarão para saber se me importei pelos sentimentos e dúvidas despertados pela minha existência, ou se por aí já estão saciando seu saudável interesse pela vida alheia em outros pagos mais ágeis ou prolixos. Desculpem em demorar pra dizer quem somos, como chegamos aqui... mas vejamos, é uma pergunta difícil, dá sempre um nó na cabeça expicar quem somos e podemos responder essa pergunta com uma outra pergunta: entre os tantos que somos, fomos e seremos qual você quer conhecer? vejamos: Jorge, crescido no bom fim em porto alegre, guri da osvaldo. sinal de underground na capital mais ao sul do brasil, terra de índios valentes, meio caminho entre a américa hispana e o brasil português. Sou do pampa, crescido em apartamento filho único de mãe solteira que encontrou uma menina itinerante de Pai engenheiro de hidrelétricas, que morou em cidades hoje embaixo d'água, guria crescida pra fora que foi parar aos 15 anos, desdentada e com sotaque caipira em pleno leblon. Aprendeu a ser forte na marra, a se defender, cresceu e foi parar na mesma repartição pública de cafés e conversas entre cigarros cúmplices. Nessa época já era jornalista, enquanto jorge 'diretor de arte' na mesma prefeitura de porto alegre. Juntos estimulavam o melhor de si, yoga, estudos, saúde, amor. Formaram e foram morar juntos, brincar de crescer. A vontade aquela de mudar de vida sempre ali, na garganta dos dois. Ela virou profissional, noites e mais noites trabalhando na revista amanhã, e ele foi ver como se pode ganhar a vida com um sonho no laboratório de desenhos. Tinham empregos invejados, deixaram tudo pelo sonho de mudar de país isso já era ano 2001, um novo século pra valer tinha começado e ele passou o ano em casa de freelancer o trabalho do homem moderno por excelência, ela ganhava a vida e o fxo de pesquisadora para um figura emblemática da esquerda local. Passaram percalços, desânimos, dificuldades e muitas alegrias, culminada com o dia da despedida entre muitas lágrimas. Afinal o que vcs vão fazer? Como desculpa principal: eu estudar um posgrau de desenho digital avançado (2D e 3D), ou seja desenho através do computador na Universidade de Barcelona, a Nanda um Doctorado em Periodismo e Ciências da Comunicação na UAB. De fato: não sabíamos bem, deixamos para trás uma casa linda, amigos preciosos, um cotidiano agradável, pequenos prazeres e confortos por uma cidade desconhecida. Uma cidade que prometia nossos desejos de conhecer outras vidas, outros mundos, outras vozes, outros eus. Hoje olho pra trás de quase um ano e vejo que as dificuldades existiram e foram adequadas em cada momento, e que também foram muitos momentos bons, tantos pra justificar não pensar em voltar, não agora. Trocamos aquele sonho velho por um outro, feito fênix das cinzas do velho. tomei gosto por dividir esse novo jeito de viver imigrante moderno, convivo num mesmo patamar que equatorianos e seus avós, tios, primos, filhos e netos. somos todos os mesmos sudacos refletidos naqueles índios pequenos e fortes. Pras autoridades somos como os que chegam em pateras pelo mar escuro, somos africanos, chineses, magrebies, somos escória para muitos. Somos diversão para outros tantos, para poucos poderemos ser amigos, e para todos somos apenas desconhecidos incompreendidos. somos imigrantes em barcelona, uma destas cidades emblemáticas do jet set internacional. Somos apenas dois namorados aprendendo com a vida longe de casa.

coisa de jorge | 23.9.03 | e-mail |


¿NOVELA?

o tema novela e atores veio com tudo nesse finde, tenho guardado faz tempo um projeto na gaveta. transformar nossa aventura por aqui numa novela, ou mais precisamente numa paródia de uma novela. Tudo começou pq alguém nos disse q a nova novela da globo passava parte em barcelona. A idéia é escrever vários cápitulos contando da vida por aqui com um certo distânciamento crítico e muito bom humor, tudo temperado com pixels desenhos. Buenos, fiquem com as primeiras partes, que foram feitas na minha fase cigarra, aproveitarei pra publicar nos dias a seguir, enquanto estarei dando uma de formiga pro inverno. e não perca os novos capítulos.



.: NOVELITA , vidas sem direitos reservados :.

• capítulo 01





mientras aeroplanos llevan ilusiones

03 de novembro, 2003 - manhã de sol

Fernanda e Jorge sairam mundo afora em busca de um sonho e tinham um destino: Barcelona. E o destino já estava. Agora os dois apenas catavam cacos, buscavam o fuso, o punto, e é claro: as malas.
Mas nada disso viria sem antes atravessar o maior corredor já visto num aeroporto. O espaço marketeiramente pensado para ‘uno’ ter que passar mais ou menos duzentas lojas de marca, ops ‘griffe’, antes de chegar até o buraco de cuspir bagagens. Um passeio dispensável, ainda mais depois de 14 horas de vôo. Mas lá foram os dois, tontos, tolos, inocentes bichinhos, ainda temerosos da burocracia espanhola.
Uma vez no ponto de recepção das malas, uma espera semi-eterna e o fato das suas bagagens terem sido as últimas despejadas resultaram com o ‘hecho’ de serem os últimos a atravessarem a temida ‘Guardia Española’... A música suave do violino dá lugar a um movimento frenético e agudo, entra uma percussão estilo militar e a porta se abre. Um corte seco para um close dos nossos heróis e sobem os créditos. NOTA DO AUTOR: Sem dúvida esse seria um dia de grandes descobertas e o nosso casal ainda teria todo o sonho para viver, esses momentos são cruciais para capturar o espectador, além de atrativos devem respirar veracidade e saber representar com sutileza essas personalidades fragilizadas dos primeiros tempos, é importante pensar que apesar de saberem quem são, estão inseguros e pendentes da personalidade que o entorno lhes exigiria. Ainda tenho dúvidas se murilo benício é uma boa escolha, mas a atriz deve ser alguma desconhecida, bonita e talentosa. Isso é um passo pra fama!

coisa de jorge | 23.9.03 | e-mail |


o cliente tem sempre razão
por pura falta de tempo preparei alguns posts para serem publicados durante esta semana, como num esforço desesperado de não perder meus 17 leitores, escrevi muito neste final de semana, organizei as idéias, acalmei o ritmo, me preparei para a luta ser enfrentada com um sorriso nos olhos.

coisa de jorge | 21.9.03 | e-mail |


samurai
diante de mim vejo um período de intensa turbulência e muito desgaste físico, decidi que deveria me preparar e tomei a decisão acertada de de como deveria ser: ao estilo samurai. me bastaram um par de pelis da casa asia, para ser mais exato as duas primeiras entregas da trilogia de hiroshi inagaki, o clássico Samurai com toshiro mifune. A saga de um homem selvagem, atormentado pelo amor nutrido pela prometida ao seu melhor amigo, um tipo mal visto por todos, ignorante na sua fúria, um pouco hulk pra traduzir a linguagem do mundo pop atual. O filme é épico e singelo ao mesmo tempo, encantador na sua lógica japonesa, e muito ilustrativo para os meus estudos. ademas do filme passei a tarde praticando preguiçosamente o meu inglês num belo livro ilustrado (o verdadeiro motivo de tê-lo em minhas mãos) intitulado the book of the samurai, the warrior class of japan. E é mais que óbvio que ainda não posso dar explicações profundas sobre o tema, e pra me aprimorar ainda mais trouxe pra casa el Hagakure, literalemente 'oculto bajo las ojas' , un pequeño breviario traducido para el castellano que trata sobre la arte de la caballería y fué escrito por yosho yamamoto. mergulho total nesse mundo de ombreiras grandes e espadas velozes, de homens sem medo da morte e dedeicação cega ao seu amo. e o único que posso fazer por enquanto é um mini-me samurai, para deleitar meus sonhos infantis e alegrar seus olhos, mientras sigo buscando las fuerzas para coger este mundo con mis manos.

.: La pureza no se consigue sin esfuerzo :.

coisa de jorge | 21.9.03 | e-mail |


tive tempo pra escrever depois de vários dias de correria e cansaço. tive tempo pra mim pra usá-lo e desperdiçá-lo. Tinha ordens de ir comprar não sei quê, me fiz de surdo, quase me esqueci de mim no sofá, mas tudo o que eu queria era tempo pra pensar na vida e em mim. mas pra não dizer q sou um vago acertei uma revisão no já clássico musica reservata e preparei alguns textos pra semana. agora chegou meu amor e me dedicarei à ela, q veio trazer cheiros de felicidade.

coisa de jorge | 20.9.03 | e-mail |


In & Out
O melhor de barcelona: o mar.
O pior de barcelona: a exploração imobiliária.

coisa de jorge | 20.9.03 | e-mail |



You know what they say about romance
Acordei hoje e o café deixou aquele velho gosto doce, aquela vontade de ficar triste outra vez, coisa típica dos domingos de inverno, onde sol, frio e nuvens dançam uma música de compasso lento conduzindo os sentimentos até aquela adorável melancolia. Acordei deslocado neste sábado outonal de barcelona, a tal cidade dos meus sonhos, agora apenas um signo cheio de areia nos meus olhos felizes de homem trabalhador. Podia ser obra daquelas nuvens insistentes transformando o calor de um fim de verão num mormaço pesado, juntando o o cansaço daquelas horas ainda não tão bem pagas daquela semana de bocadillos de tomate e queijo. Não sei, o certo é que precisava de um pouco de cinza, precisava de calma ou algo no clima para justificar essas coisas que beth gibbons me sussurra pelo quarto. Que o sol faria bem às plantas já me servia de consolo quando se desenhavam os riscos de luz pelo chão azul. Todos tinham saído, era festa na cidade, todas aquelas gentes diferentes, todos os amigos novos, as outras línguas e as tantas coisas. E ele ali: querendo ficar triste e só. Foi quando, num gesto de esperança, decidiu chamar pela mãe e soube então das mudanças, sentiu a incerteza no ar, ouviu a felicidade e escutou o som gostoso do sonho bom. As coisas demoram tanto pra mudar e mudam tão rápido ao mesmo tempo em que nos preocupamos com as compras pra fazer no super, o que comer, quando pagar, em que vamos sonhar agora, meu bem que esse já acabou? barcelona estava ali, um mantra, um ponto, um ícone da sua época. um lugar onde todos buscam esse não sei bem o quê que resolvemos buscar na geléia geral que virou ser ocidental. e o melting pot ficou aberto fora da geladeira, cheira a esses esgotos podres desses mesmos bairros pobres espalhados por onde exista algo que se pareça cidade, infestados de outros mais ou menos pobres, atores mal pagos, excluídos de todos os matizes, cores, raças, credos e tão justificáveis motivos para estarem ali. Executando aquele papel tão necessário no teatro que é viver em comunidades capitalistas. Tudo depende do personagem que você resolveu vestir naquela manhã, naquele exato dia que mudou a sua vida. Porque todo mundo tem o dia que mudou a sua vida na sua peça particular. Mas a grande obra depende de orçamento, outros atores e criatividade para tornar-se factível. E esse é o jogo sutil de existir. Encarnar o personagem, fazer com que acreditem nele, até achar quem pague por ele. Essa é a busca do todos. A grande busca ocidental. Dinheiro. Quando a busca deveria ser a de desvestir o personagem, de olhar profundo por trás das máscaras. Espírito. Por isso insisto em querer ficar triste nesse sábado quente, resisto vivendo o novo século na europa, época do euro, das guerras, da vitória do monetário sobre todas as outras ciências. E o meu personagem me parece tão engraçado e frágil. Ineficaz diante dessa solidão silenciosa que permeia tudo. E o meu personagem é bufão e é trabalhador, é interessado e cínico, é saudável e viciado, e acorda deslocado nas manhãs de quase todos os dias, sempre o mesmo desde o colégio até os tempos de hoje o mesmo personagem incapaz de acreditar na mentira que inventava de si mesmo, mas pelo menos sincero. sincero ao ponto de saber que só uma mulher poderia tirar-lo daquela tristeza.

coisa de jorge | 20.9.03 | e-mail |


pouco tempo para escrever, muito tempo para chingar computadores, gente me escreve, elogios distantes, muitos projetos acumulados, mas sabe quando a gente fica longe de algo que quer muito, mas precisa de um tempo para se acostumar de novo, é mais ou menos assim q estou, vejo as idéias de longe, tenho algumas horas para elas, mas nunca sao as suficientes para voltar a me entender com elas. mas tranqui, agora é o momento de plantar árvores de metal, colher seus frutos dourados dentro de alguns meses e poder relaxar pro inverno, como boa formiga. lá o tempo e as ganas de sair al carrer serao menores. estou tao contente, terei tempo de voltar a ler nos onibus de novo, e isso é o melhor q virá, ah e talvez a possibilidade de fazer trabalho voluntario, mas isso é outra história... back to work.

coisa de jorge | 19.9.03 | e-mail |


queria criar, tinha um dia inteiro pela frente, a casa só pra ele, um computador e mil idéias, mas não conseguia. não estava ali, não estava no centro. palavras perturbam e podem derrubar. buscava forças no mesmo lugar de onde sempre havia tirado: da paz do seu coração. e lá estava, tranquila como boiando em um lago no meio de montanhas, uma força serena e suave como uma espada que corta o ar. ela dançava diante dos seus olhos incrédulos fazendo movimentos de uma beleza indescritível, ele procurava seguir seu rastro, não perdê-la de vista, se esforçava por retenêrla em suas mãos apesar do difícil que era. cansava de seguir-la e se jogava exausto na grama, e era aí q se dava conta que havia perdido tempo, a beleza daquela força não estava ao seu alcance das suas mãos como algo palpável, estava mais bem na íris dos seus olhos, algo tão concreto e tão invísivel como essas manchas que insistem quando olhamos demasiado para o sol, fechou os olhos e sentiu como aquela força se espalhava por todo o seu corpo. sorriu.

coisa de jorge | 11.9.03 | e-mail |


de las tumbas del negro pasado - el ultimo capitulo
As malas voltaram, agora em forma de mensagens ameaçadoras de celular (¡ai que meda!) exigindo dinheiros que "devemos", nos chamando de mentirosos, inventando novas contas malucas, enfim enchendo o saco. O caso é q a simples presença, ou a idéia de ter essas pessoas por perto nos desestabiliza. Nos provoca uma espécie de taquicardia provocada pela adrenalina que nosso organismo libera, como quando se está em perigo sabem. É muito estranho, como uma ameaça de algo muito perigoso, uma cobra ou algo do tipo. Ontem, dia da primeira mensagem vinda do inferno me dediquei a meditar sobre estes sentimentos, sobre as razões deste medo e o que deveriamos fazer, apertar o cinto e pagar o que nos exigem e nos livrarmos delas de uma vez, ou bater o pé e dizer q não pagaremos nada, afinal isso não passa de uma chantagem, ou fazer as contas e ver quando podemos pagar isto o mais rápido possível. é difícil, e é foda assumir q gastamos horas de nossa noite discutindo por isso, entrando em atrito e tentando resolver esses sentimentos. Total q hj ao meio dia escreveram de novo num tom "e então?" respondi q não devíamos nada, q o tal dinheiro q querem não deram pra gente que não temos ele escondido nem nada assim e que pagaremos quando pudermos até o dia de receber de volta, ou seja janeiro : ) e q además no trabajava para sustenerlas. Claro q não caiu bem, e veio uma resposta cheia de raiva nos perguntando pq meditávamos tanto se éramos mentirosos hipócritas. É claro q não gostei de ler isso, mas deixei o impeto de responder na hora passar e pensar a melhor maneira de agir. E cheguei a conclusão de q o melhor seria ignorar. A resposta já está dada. Q espere. Não vou parar a minha vida nem fazer sacrifícios por alguém que não merece nem a minha pena. Portanto pretendo encerrar com este capítulo a novela. Vcs não saberão mais delas e eu se souber vou fazer de conta que não. O tempo leva as coisas pra longe e nos ensina a superar os problemas. Que espere sentada se imagina q vamos trabalhar para pagar-las. Assuntinho chato esse...

coisa de jorge | 11.9.03 | e-mail |


Barceloní
foi um sábado tipicamente barcelonês, almoço tarde, uma sesta tranquila e depois se arrumar e a ir de compras pelo centro. É óbvio que sábado é o pior dia para fazer isso, gentes e mais gentes (se bem q aqui sempre é assim, com gentes e mais gentes) mas estavamos nós, lá pelo portal del angel, o lugar mais típico para se fazer compras em barcelona, principalmente para comprar roupa, e estávamos buscando um casaco ou um não sei quê, olhando os escaparates e desviando das gentes. Confesso que meu desejo consumista dura exatos cinco minutos em lugares assim, mas igual a nanda teve a sorte de encontrar o casaco que ela buscava, e o melhor do passeio foi a descoberta da xocoa, uma chocolateria de diseño catalana, super bién, linda e com umas coisas loucas como sabão de chocolate, cerveja de chocolate, doces lindos, camisetas, discos... E o melhor é que descobrimos uma numa ruazinha pouco movimentada, pouca gente, tranqui. E eu chocólatra assumido delirei no lugar. Meu presente foi uma barinha de chocolate com pimenta jamicana. Confesso que esperava mais apimentado, mas igual era boníssimo. E para completar o dia típico fomos na FNAC, comprar CDs, ahh.. soc gaire bé un català.

coisa de jorge | 7.9.03 | e-mail |


Novos climas
Foi assim, como quem sai da sala e desliga o ar condicionado, foi bem assim que acabou o verão, exatamente no dia 31 de agosto. Pois no primeiro dia de setembro já estava instalado um friozinho noturno e vieram se achegando umas chuvas a muito esperadas. Hj, domingo, caem chuvas de tempos em tempos e faz um vento frio que atravessa a casa, estou de casaco, ou jersey como dizem por aqui, agradeço o fim do calor infernal que massacrou a europa, e que outro dia meus colegas falavam que chegou a matar 10 mil velhos. Um número impressionante, mas que se pode acreditar, pois o calor era horrível e muitos lugares não estavam preparados para o calor, para o frio sim, mas para o calor nada. Pouca circulação de ar, gente sozinha, sem parentes nem amigos pra ajudar eram os principais motivos apontados pelos "especialistas" em porra nenhuma que iam falr na tele. Mas parece que por sorte a onda de calor se foi, os 45 graus, 50 em alguns lugares não devem voltar a ocorrer, sinto um pouco pois parece q praia agora só com sorte, mas igual existem outros tantos passeios para serem feitos.

coisa de jorge | 7.9.03 | e-mail |



o mundo faz sentido quando se está tentando criar um novo.
O escreve preciso, conciso e bonito. Desenha muito, sempre diz que menos do que desejaria, mas para mim muito. O se ressente por seus amigos distantes, isso pq O é um viajante. leva seu mundo de livros, discos e referências em caixas pelo sul do maior país da américa do sul. O vai deixando rastros de poeira e registrando cozinhas sujas. O tem paranóias e muitas manias, com ele aprendi a escutar discos aos poucos, avançar lentamente rumo a um universo novo, uma canção, logo outra, deixar o tempo saber desta música e então avançar rumo ao resto. Com ele também aprendi a discutir séries americanas com seriedade, buscar razões e descrições para o lixo cultural. Com O aprendi que determinação e auto disciplina podem ensinar um idioma. Com O também aprendi que das nossas coisas cuidamos nós mesmos, que autocrítica demasiada pode paralisar e que nunca se é bom o bastante porque a meta deve ser a mais alta. Com O aprendi algumas coisas, não mais do que as que já aprendi com outras pessoas, apenas algumas que só poderia aprender com O. Escrevo isso meio ao acaso, pq lá pelas bandas de O alguém perguntou quem era ele, e me fez pensar. fiz um desenho tb, mas não ficou muito bom. E deixo aqui registrado, que apesar de tudo, O é meu amigo.

coisa de jorge | 7.9.03 | e-mail |


Revelando intimidades

Publico um mail para uma amiga margii de aventuras pela alemanha, algumas coisas tocam diretamente à ela, mas o geral de como vai a vida por aqui me parece sintético e eficiente, ago como "um pequeno bom resumo do acontecido" acrescentado da minha visão espiritual da brincadeira, muita gente prefere não falar nem revelar estas coisas, mas o caso é que isso me parece fundamental na existência de "uno", buenas, o caso é que se eu realmente me dedicasse ao ato de escrever editaria partes e transformaria esse mail numa carta falsa ao estilo Bye Bye Brasil do chico, pero... es lo que hay, tío.

"Andá com fé eu vou
que a fé não costuma faiá..."
Gil

Holas

wow cuantas cosas..a ver, por partes:
mas em praga tu praticou o teu inglês, né? Eu tenho um inglês super básico, a prashanti fala melhor, sabe que eu queria ir prum lugar que só falasse inglês. Estudar em inglês deve ser ótimo pra melhorar, me parece uma oportunidade maravilhosa, não vejo o menor problema em enfrentar o desafio, força, vcs sempre terão aos dois se passarem por essa história, e isso é bacana! D euma certa forma pode servir pra reforçar muito mais a relação. E se é pra ser assim que seja, com certeza baba sempre nos dá o necessário, passamos alguns apertos, mas mada grave, no limite pra ter fé e mais força pra alcançar a outra curva do caminho. De uma certa forma a viagem foi uma preparação pra essa outra fase da aventura. Engraçado que depois de algum tempo a gente já enxerga as coisas como passagem, tipo: a fase chegada, a fase casa tal, a fase outra casa, o fase curso, a fase sem dinheiro, a fase com dinheiro pra tomar café, etc... O tempo é senhor e as coisas acontecem como tem q acontecer, a maior dificuldade é a de entregar e confiar e não ficar gastando tempo se preocupando se vai dar certo ou não. Ver além, essa é a justificativa maior pra meditar, pra elevar a mente pra além do agora, do terreno... ¡sounds great! mas custa, né? Vamos nos esforçando, mas o caminho é difícil. E aqui em bcn parece ainda mais difícil, isso q a gente divide a casa com uma ex-monja, mas parece q aqui os estímulos são outros, a busca é mais vaga, mais Maya q em outros lugares, é claro q é a nossa busca q interessa, mas a busca do 'coletivo' q é uma cidade influencia, e muito, no teu mood meditativo. E a verdade é q minhas práticas estão muito fracas, mas igual manter o contato com vocês num 'plan' margii é inspirador!
Qt ao trabalho, beleza! Sonda o valor e estilos e fazemos o trabalho, é q aqui esse preço soaria razoável (eu acho... não calculo bem em euros...) E na real o meu trampo de agora na glalg é instável, pagam por horas, isso quer dizer: por horas em um projeto. Acabaram de passar por uma fase de muitos trabalhos nas férias e precisavam de gente pq não eram férias em outros lugares ( prestam serviços de tradução e editoração pra estados unidos e canadá ) de maneiras q eu entrei nesse vácuo, a coisa promete um pouco, mas não é O lugar! pode q mês q vêm não tenha nada, e q no outro tampoco, mas já serve como experiência, sabe com é: ve a relação das pessoas no ambiente de trabalho, aprender mais, ter uma certa prática social além do ambiente escolar universitário. É q aqui a minha relação com a 'outra língua' é curiosa pq exite o catalão, q não é fundamental pra sobrevivência em barcelona, mas pra uma certa aceitação mais amigável é melhor controlar, e eu me dedico ao tema. E eu quero viver aqui por uns anos, fazer uma base e poder viajar pela europa, assim como todo mundo imagino eu, e pra conseguir lograr isso me parece que entrar na pequena sociedade catalana terá que ser feito acima de todo atravez de lo idioma. E não estudei a língua de verdade, a lo mejor aprendi a escutar no meu posgrado de desenho digital furado e praticando com amigos. E na real o castellano que eu tenho é de santa catarina, de falar com argentinos nas férias, o sea...
Mas esse é o barato, esqueçer por momentos de que tu era aquele que comia no govinda, que fazia yoga, que tinha uns trampos, que via os amigos, que ia pra casa, que tinha uns planos, e que agora tu esse mesmo, falando outra língua com um recém conhecido e tentando demonstrar um pouco do teu mundo em palavras. tentando fazer um futuro bom pra ti e pros que estão ao teu redor. Só que o ambiente não é tão amigável assim. É fácil querer desitir da nóia que pode virar esta história de script nada original, muitos, como a gente, vem buscando esse não sei quê, essa "experiência", como se diz por aí. É muito fácil se deprimir nessa jornada, esse não sei quê não tá em nehum outro lugar que dentro da gente. Pero buenas, que a sorte nos acompanhe, que a graça de baba e a alegria dele também, pois tendo ele, seja lá quem for "Ele" no pensamento chegaremos no lugar certo.

"tu terás por este meio a gloria do mundo
e toda a obscuridade fugirá de ti."

Ben

coisa de jorge | 2.9.03 | e-mail |


Momento palavras mágicas
Seguindo a lista começada faz um par de dias, lhes coloco mais algumas cosillas, vou primeiro falar dos comentados, para abrir a contribuição dos amigos ao meu grande público de 17 leitores e para não me liar con este tema ;)

Liar: literalemente enredar-se, podemos nos enredar com um tema, com alguém, com alguma coisa. é assim de fácil, mas acontece de nos liarmos todo rato.

Mogollón: Um monte, e pode ser um monte de coisas, e tb pode que por un mogollón de cosas te lies y te quedes atascado,sacumé no podrás salir de marcha, y esas cositas pasn, pero no pasa nada se no ligas por un finde.

Ligar: ficar, mas a gente sempre diz q tem q ligar tal aparato e o pesoal olha de um jeito raro...

Par: essa eu adoro, se usa pra tudo q indique um pouco mais que um, en un par de dias acabo esto, o el sicrano tiene un par de obras buenas... é divertido e logo estas usando um par pra tudo.

por se acaso: essa todo mundo fala, por se acaso te pasa algo ya lo sabes, me llamas, o por se acaso aguém lê isso e espera que eu continue com essa lista inútil aqui está.

pasa nada: não dá nada.

Bem, logo continuarei... são tantas palavrinhas divertidas para serem listadas, mas por hj chega.

coisa de jorge | 1.9.03 | e-mail |


Pena que eu não sei coreano...
www.snowcat.co.kr

coisa de jorge | 1.9.03 | e-mail |


Momento querido diário, e de brinde um desenho
Hoje fiz minha primeira fatura pra cobrar no trabalho, waw! meu primeiro quase salário, e isso q só trabalhei 3 semanas, que me pagam menos q aos daqui (sudacos 8 catalanes 12), que o meu amigo acha q existe um complô para derrubá-lo e eu de peão na jogada, que apesar de cobrar hj, só me pagarão daqui a 60 dias, mesmo com uma dor de cabeça que me acompanhou toda a manhã até agora, mesmo com tudo isso estou feliz, por ver possibilidades boas e de me sentir inspirado e contente. passei o finde fazendo um desenho prum concurso de gravuras digitais, dois dias saindo de casa só pra comprar pão, quebrado na solidão apenas pelos de casa e pelo niufréndi xesco, q eu fiz participar do concurso. Bem, lhes deixo com meu desenho, sem as minhas pirações teoricas, apenas desfrutem do amor de krishna e radha. ah, o amor... a grande inspiração...

coisa de jorge | 1.9.03 | e-mail |


Reclamações abertas
merda! eu detesto essa nova forma do blogger, com janelas, depois de janelas, e tu sem poder manejar os posts antigos, e aonde diabos estão meus comentários, afinal de contas eu só escrevo pra ver se alguém diz alguma coisa!!!

coisa de jorge | 1.9.03 | e-mail |


Existirmos a que será que se destina?
momentos de prazer em praias vazias? ficarmos presos, com fome, em um engarrafamento a caminho de casa, sendo fumante e sem cigarros? caminhar errante pelo mundo, conhecer gentes e mais gentes e morrer sozinho, quase indigente numa país qualquer do velho mundo? é tanta coisa que se pode fazer numa existência, num dia, numa hora, num mês, num minuto, numas férias, numa semana, e o tempo é tão volátil, tão elástico, tão senhor, tão antigo e surpreendente, mas o que importa é que o melhor lugar pra se estar no tempo é ser feliz, com todos os erros que isso implica.

coisa de jorge | 1.9.03 | e-mail |


 


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