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Jorge Penny, cai nos carrers de Barcelona com ginga brasileira, leva porto alegre no coração e no acento, com a vida faz jazz assobiado, ama sua mama, sua nanda e seus desenhos, adora cozinhar, viajar e escrever longos e-mails.

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trabalhando horas por dia meus momentos de descanso sao poucos. ao trabalho.

coisa de jorge | 21.10.03 | e-mail |


De tanto andar de un lado a otro descubrí
que en todas partes la gente es la misma
La misma soledad,
la misma decepción


Todos esperan algo que los va a salvar:
un banco suizo, la fama, un profeta
o la revolución o una explosión nuclear,
la razón o el amor de su vida


La misma gratitud, la misma comprensión
la misma soledad, el mismo corazón


la letra completa del trozito de abajo.
Obra de Pedro Aznar y Charly Garcia.
Puedes mirar todo de Paedro, el gran Pedro en su página.

coisa de jorge | 21.10.03 | e-mail |


En todas partes la gente es la misma,
la misma soledad, la misma decepción,
la misma espera...


Charly y Pedro

coisa de jorge | 18.10.03 | e-mail |


um belo dia vou lhe telefonar, pra dizer que aquele sonho cresceu, mas enquanto isso meu amigo, notícias soltas em forma de posts nesse recanto da internet. Aproveito meia hora pra fazer um swing da vida, tenho muitos apuntes num caderno pequeninho q registra meus moods entre trampos. Meu dia a dia agora divido com 3 pessoas, em primeiro lugar Esteban, el porteño q me chama gauchinho e ficou surpreso por descobrir q somos hermanos de cultura, depois com Eliana, a pequena brasileira com mais de 10 anos de BCN e q é o motor da história, e o inventor da história: o professor Salvador Tarragó. A história é uma exposição sobre a história das obras públicas na catalunya, dos tempos romanos até hj, uma loucura. São mais de 75 painéis q devem estar prontos até o dia 3 de novembro e não temos nem 20, sendo q faltam os textos de todos os painéis. Além do q são painéis de 1,50 X 2,20, ou seja: imagens gigantes. Claro q não temos super máquinas nem nada e vamos passando o tempo em direção ao precipício. A grande pergunta q colei na parede é ¿llegamos? e a resposta é só uma: temos q chegar, não tem escapatória. Mas vou tentando passar o melhor possível, aproveitamos brechas pra baixar música e fazer um ambiente agradável. O único porém é q de aqui até o dia 3 será sem finais de semana, e com pelo menos 8 horas por dia de trampo (q querem dizer 10 em função da história, contando ônibus, comida...) E isso não seria nada se por outra parte não tivesse o antigo e bom trampo na Glalg, fazendo manuais e outras paradas. Sexta fui lá de manhã, q aqui é pelas 10 e semana q vem de novo, vc até pode pensar q chegar no trampo às 10 é barbada, mas ontem era 22h41 quando baixei do ônibus na esquina de casa com uma chuva torrencial e ainda tinha q comer, banhar, relaxar pra me preparar pra ir no super hj antes de ir trabalhar. E se não fosse a Eliana chamar pedindo pra chegar meia hora mais tarde não teria tempo pra essas palavras, portanto meu amigo, agora é a hora da formiga.

coisa de jorge | 18.10.03 | e-mail |


Esboço

Laura sale volando por la ventana de su quarto. Flota sola en el humo del anteayer.

Laura se olha nua no expelho do seu quarto e chora. Laura se siente sola. Ninguém dá bola, é sempre a mesma história, ela lá siempre sola llorona na sua habitación, só que na sala não ta mais a velha mãe que grita, é uma nova gente inquieta, todos raros, como tudo que agora é raro e caro na vida de Laura.
Medicina já não dá mais conta, e deu pra andar por aí meio tonta, se siente la tonta, e de tão tonta outro dia caiu. Feriu mais por dentro que por fora e agora tá sacudindo a poeira, mas as constantes festas não ajudam no quadro degenerativo. Laura já tentou de tudo, e última foi a salida à la linda louca Laura lânguida liga na noite do seu quarto, Barcelona 2004. Laura tenta desesperadamente sair da sua solidão, garrafa e bilhete naufragando ao mar, só que Laura agora chora, lembrando do bilhete, triste e sem motivo, escrito com letra torta, caída, que amargo o gosto do desgosto, tudo que aquele era pra ser um maravilloso hermoso bilhete suicida.

coisa de jorge | 15.10.03 | e-mail |


Amizades passageiras
Agora sou amigo do motorista de ônibus, pego sempre o mesmo, 22:27 na frente da uni, e agora ele me deixa na esquina de casa, não é uma graaande diferença de onde é a parada, mas é uma intimidade estranha, nova e divertida, qq dia desses tomo coragem e me ponho a falar com ele.

coisa de jorge | 15.10.03 | e-mail |


oi q ando sumido verdade? é o trabalho, a pressa de ganhar o vil metal e a falta de tempo entre imagens de 200 megas. Estou en lo de la exposición se querem saber, a coisa assusta de tão grande, mas terá q sair até o final do mês, só não sei como, nem eu nem ninguém, a grande pergunta é ¿llegamos? bueno la respuesta es: tenemos que llegar, i es aixó! Es lo que hay, chaval!

coisa de jorge | 15.10.03 | e-mail |


salta as estações, salta as palavras, erra na concordância, perde o passo, o ritmo e o rebolado, mas nunca a graça, quero te ver sambando na fogueira meu nego e quero tudo com um sorriso bem grande no rosto. isso sim é coisa nossa.

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |


Pela janela do metrô já não sê vê nada,
mas o olhar insiste buscando algo,
solidão.

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |


Bota a língua pra fora.
O comum é não gostar, rechaçar. Chega a ser de mau gosto declarar simpatia, desperta olhares curiosos. Catalão. Objeto de desgosto de 9 entre 10 estrangeiros por aqui, sempre armados do mesmo discurso desculpa: pra quê? Que utilidade? Eu me sinto um peixe fora d?água por saber falar mais ou menos e por ter interesse em aprender. Ta certo que querer aprender dois idiomas a la vez é uma faca de dois gumes, pois como sou um autodidata acabo falando mais ou menos os dois e corro o risco de sair daqui com vícios e erros inúteis. A chave é estudar em sério, mas a vida não te exige tanto assim, pelo menos até agora, pelo jeito vejo um novo panorama pela frente em que escrever em castelhano vai ser importante. Pois a vida é feita de retos, que é desafio em espanhol, e vou por essa reta firme e forte, estudando pra poder falar mais e melhor, fazendo o exercício de trocar de idioma, relaxar o chip da língua, abrir a cabeça pro francês, treinar o olho pro inglês e assim tentando ser cada vez mais um cidadão do mundo.

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |


Cadernos : projeto novo
hj eu tinha q fazer alguma coisa, meu dia de descanso, meu único dia de descanso, e perdi a hora para as animações iranianas que tanto queria ver, uma dor de cabeça apertando de um lado, mas muita calma e tranquilidade por outro lado, resultado: alguns textos e um esboço de projeto novo. Veja o primeiro ensaio de Cadernos, um tratamento aos apuntes e desenhos q faço entre viagens e descansos. Que desfrutem.

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |


Sugestão Sonora.
Se você tem vida on-line, não lhe soará estranho a idéia de nomes para buscar músicas para baixar, Muitos textos são influenciados diretamente pela música que escuto, busco nela palavras, ritmo, sentimento, sangre, poderia colocar parte, ou a música inteira aqui para baixar, mas além de teoricamente isso ser proibido dá muito trabalho, de maneiras que se vc é antenado com esse mundo busquese la vida y baje Dieguito El Cigala, sugiro músicas do álbum Lágrimas Negras, em que ele canta com o acompanhamento luxuoso do piano de Bebo Valdez, pianista da velha guarda cubana uma inusitada mistura de flamenco que resultou extrañísima. Especial.

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |




Vete de mí

Tu. Vete de mí, porque segues aqui, esse espinho entalado, cravado na minha janela, resto de passado que não consigo terminar de entender nem esquecer. Hoje vi Rocio na estação, pela janela do trem o mesmo gesto, arrumava os cabelos acompanhada de suas gafas gigantes. O personagem ali sozinho. E não pensem que falo de amor, pelo contrário caso é de ódio. Eu prometi que essa novela eu não iria estender, mas aquele calor segue subindo tripa acima, pura adrenalina. Reação dividida e vivida em casal, são presenças que queromos distantes, energias que nos fazem reagir de uma maneira estranha, algo nosso que não compreendemos muy bién, algo que nos querem fazer ver como el mal, pero no nena, no, busco as relações e vejo a mesma cena no trem. E era isso, era contra isso que reagimos, a vida em casa era como chegar num eterno jogo dos sete erros, o mesmo desenho, um eterno domingo, sete pequenas coisas modificadas que co o passar do tempo já se sabia de cor e salteado, sempre os novos mesmos brinquedos, o fumo, um pouco de álcool, escapismos, e a eterna vontade de pasarselo bién, não importa às custas de quem. Até hoje a maneira com tudo acabou, minha explosão, tudo é estranho, espinho mal tirado.
E logo hoje, que decidi tirar o dia despacio, foi no momento entrei no mercadona lotado, famílias em compra, e decidi não me importar, e na fila do super, e deixei duas pessoas passarem diante de mim, gesto inútil de galhardia, num mundo em que ser cavalheiro apenas desperta candura. Mas nesse lío todo de palavras e pensamentos que desparramo em letras, o que realmente bate lá no fundo é a tecla dos relacionamentos humanos, que no fundo todo segredo e mistério da alegria de ser e viver está em saber jogar bem este sutil jogo de imposições e recuos. Eu tento ser bom, ser bom o tempo inteiro, ser sincero, agir com sentido de ética, mas nem tudo são rosas nesse mundo, e no mundo faz tempo que não existem mais samurais, e nem esse mundo era só de gentilezas, e aprender a matar faz parte também de ser humano. A violência faz parte da nossa história, as distinções sociais, os com mais, os com menos, tudo, e é tanta coisa que eu tento misturar nessa salada mista de sentimentos, que pode ficar confuso de entender desde fora, mas talvez isso não seja pra fora, apesar de estar aqui, neste escaparate de emociones, la vida toda es un engaño, me grita Dieguito El Cigala entre palmas, e eu acredito, que vivemos nos enganando, querendo esconder as aparências dos nossos medos e demônios, porque viver dá medo, é só você para e pensar um pouquinho mais em sério na idéia da morrer, que por mais jovem que se seja, e por menos apavorante que possa parecer é um desses espinhos mal tirados ali da nossa consciência. E no meio de tudo isso minha cabeça dói. Toda semana concentrado num único objetivo: trabalhar, ralar e economizar, como vi que faz a gente que está aqui 10, 12 anos, ralando horas e horas por dia, casa/trabalho/casa rollo deprê total. Mas isso é temporada, na verdade é carnívoro em carne fresca, dinheiro em mira na pistola. E você perdido segue as palavras, perdido nos vôos e viagens. Mas no fundo tudo faz sentido, tudo está amarrado, temos um mesmo Senhor um profeta pra cada língua, um mesmo mundo por compartir, e não passamos de vidas que se tocam, arestas que procuram se ajustar nessas engrenagens mal lubrificadas. Os temas dessas idéias se espalharão nos próximos dias de variadas formas, estou no meio do turbilhão, sou sempre o mesmo vulcão na aparente tranqüilidade. Pagamos as tais gurias essas, só pra concluir o tema inicial, mas elas seguem por ali, e um dia exorcizaremos esse fantasma, talvez o tal espinho esteja ali, por que ainda não acabamos de verdade com isso.
...

coisa de jorge | 11.10.03 | e-mail |


Como la Cigarra

Tantas veces me mataron, tantas veces me morí,
sin embargo estoy aquí, resucitando
...
Tantas veces me borraron, tantas desaparecí,
a mi propio entierro fui solo y llorando.
...
Cantando al sol como la cigarra
después de un año bajo la tierra,
igual que el sobreviviente
que vuelve de la guerra

*De María Elena Walsh canta Pedro Aznar

coisa de jorge | 6.10.03 | e-mail |


y era siempre tu e yo
Ahora no paso de un niño desbordado,
floto suelto en el espacio.
Hay un vacío entre nosotros,
un abismo,
un lugar que visitábamos y llamábamos amor.

Y era siempre tu e yo.

Hablas conmigo,
pero de la nada,
porqué hablas conmigo
si es para decir esto:

nada.

vuelvo a la misma soledad,
el viejo roto corazón.

coisa de jorge | 6.10.03 | e-mail |


foi um finde carregado de impressoes, experiencias e atividades. festa com a velha guarda de brasileiros em bcn, gente de saco cheio, gente cansado, gente feliz, gente com filhos, gente com coisa pra te dizer, mas um sentimento comum de aversao ao catalao enquanto idioma (para refletir e escrever mais) tb um finde com um velho desejo realizado: vi os desenhos de Cartier-Bresson, agora poso morrer feliz, nao q sejam as coisas mais lindas q já vi na minha vida, mas meu nego, sempre sonhei com isso, e tava ali, a menos de 15 centímetros (tenho astigmatismo) e mais, alguns ´originais´de época. Sabe aquela q todo mundo conhece ¿do carinha pulando a poça d´água? pois ela mesma. Enfim, coisas q valem à pena o q passamos, claro q por conta disso acabei na empolgaçao entrando numa feira de som, imagem e foto, mas era a maior roubada. No domingo trabalhei, mas acabei o dia com um banho cultural, primeiro teatro, bem na verdade um musical com Albert Pla, o artista català q todos devem conhecer, outro dia falo mais e melhor dele, e depois vimos um filme iraniano para acabar o finde se sentindo pensante. Muita informaçao para quem estava acostumado em trabalho-casa-sono-trabalho-casa... Agora escrevo mientras el escaner hace su trabajo, el tiempo debe ser dedicado a la feina i es això. ah, e muuuita música nova, para aumentar as referencias, e muita coisa em espanhol, preparem-se para novas letras e conhecer algumas velharias interesantes. até breve.

coisa de jorge | 6.10.03 | e-mail |


lleno de motivos para olvidarte
llego al instante en que me atrapaste
lejos de mis sueños . cerca de tu alma

coisa de jorge | 6.10.03 | e-mail |


fãs da novelita (Erich, querido) infelizmente só tenho escrito estes 3 capítulos, os outros estão em mente, mas o tempo anda escasso, de maneiras q haverá um lapso entre o início da história e a sua sequência, apenas adianto q o problema com os atores já foi resolvido e que as locações são preciosas. Fique atento q dentro de alguns dias (q podem ser muitos) a novelita seguirá... agora a comer, ou melhor a ajudar meu amor q está preparando hot dogs de salsicha de tofu... a ver...

coisa de jorge | 2.10.03 | e-mail |


ensimesma'o
não encontrava a porta de saída,
estava perdido dentro de sí.

coisa de jorge | 2.10.03 | e-mail |


muito trabalho e pouco tempo faz do blog do jorge um deserto
muito trabalho e pouco tempo faz do blog do jorge um deserto
muito trabalho e pouco tempo faz do blog do jorge um deserto
ad infinitum...

coisa de jorge | 2.10.03 | e-mail |


encontro linda la gente que mira hacía al cielo en los días de lluvia

coisa de jorge | 2.10.03 | e-mail |


 


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