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Voltamos! agora com internet em casa e com novos sonhos pra transformar em realidade. amiguinhos prometo responder e-mails e comentários pelo menos de um dia para o outro : ) coisa de jorge | 19.2.04 | e-mail | I’m a voodo child. Viro exu, bato cabeça, bato de mão aberta em pomba gira, viro bicho, mordo o osso, duro na queda, empesto com meu cigarro, dou voltas e voltas com o copo na mão, rio, falo alto e solto palavrão, suo muito quando sonho. coisa de jorge | 19.2.04 | e-mail | El Bulli. Ou será que um dia iremos a comer a lo de Ferran? El Bulli é o restaurante mais arriesgado do mundo, está a poucas horas de carro de Barcelona, pequena cala da Costa Brava, litoral chic local. Óbvio que é caro, mas o moço, Ferran Adriá, faz arte e ciência, algo meio design meio duchamp. Tenho obsessão por pratos bonitos, mas me seduzem os engenhos decorativos que não remetem a “Joãozinho Trinta brinca de restaurante francês”. Adriá é reconhecido em muitas partes (Japão, New York, França) como o mais inovador, atualmente, por trazer coisas como espuma de lagosta, espaghettis de parmesão, vapores, gelatinas salgadas e coisas estranhamente criativas e apetitosas. Cozinha requintada na Catalunya caminho França, nou nouvelle cuisine francesa a la catalana, pero com toques funcionalistas. Aa busca por novos utensílios colocou na folha de pagamento do restaurante um designer, um belga vindo do mundo do gráfico/arte*, responsável por conduzir estas pesquisas e por desenhar os equipamentos da cozinha e da mesa. O caso é: -é óbvio que é caro! Caro como 100 euros para algo frugal. E mais para uma experiência consistente. É um tipo de luxo supérfluo e ridículo a que se dedica a burguesia em seus momentos de ócio, e a burguesia fede, mas confesso que experiências gastronômicas me encantam, e me desperta muito interesse um lugar onde essas experiências são levadas a tão extremos interesses por refinamento entre arte e ciência, num sentido um pouco mais amplo que o de apenas de aparência. A pensar, quem sabe no dia em que eu for um cidadão respeitável da distinta sociedade barceloni, então eu possa dar-me o prazer de passar umas horas em lo de ferran. *prometo pesquisar os nomes, ou poner links decentes um dia... coisa de jorge | 19.2.04 | e-mail | cinema. Saiu da pauta desse blog faz tempo, o período de vacas magras e a falta de tempo passaram e agora voltamos aos poucos (dois intentos numa semana) a freqüentar esses xópins cheios de salas boas de cinema. Sempre chegamos fora do horário pq não temos internet nem jornal e gostamos de não usar relógio. Ontem resolvemos esperar e vimos o mais indicado para uma terça, Love Actually, totalmente anacrônico, já que era uma peli de natal, mas perfeito para um casal de namorados empolgado por suas bicicletas e seus trabalhos. Simpático filme, muito abaixo das promessas de comédia definitiva, já que tendia bastante ao drama, mas igual resultou pitoresca a experiência de ouvir português num filme inglês e ver o Rodrigo Santoro de cuecas falando inglês. Um final piegas de novela com todos os atores no aeroporto, e tramas sem happy end, mas o filme fazia rir, não tanto qt a última comédia estúpida americana. Estou com vários na pauta, mas confesso que perdi muito da minha ânsia por cinema. coisa de jorge | 19.2.04 | e-mail | Mudar o mood. Se trata disso. A vida mudou muito e muitas vezes nos últimos meses, uma espiral contra o relógio e nosso primeiro ano parece que deu certo, tudo o que mais ou menos imaginávamos encaminhado, projetos científicos, criativos, projetos grandes e que nos llenan de ilusión, e fazem a gente tocar com a barriga a saudade. A perspectiva de voltar é nublosa, inicio de ano letivo, aulas até agosto, fórum acontecendo até maio, prazos até setembro, trabalho na uni pra nands, desenhos lindos pra mim, uma pesquisa multiculti nos locutórios, amigos novos, fazendo de profe voluntário, as bicis*, a barceloneta, o catalão, o espanhol, a glalg, o salvador, todo este lío e essa puta saudade apertando cada vez mais. Mas preciso mudar meu mood, encontrar a sintonia que desliza vida afora e mergulhar fundo na corrente dessa maré. *elas são a nossa grande paixão. Nos levam ao cinema, ao mercado, a facul, a biblio, a praia, ao parque, ao lidl, ao mercadona e até a montjuich, mas daí bate preguiça e descemos ladeira abaixo direção port vell e venga, casita. coisa de jorge | 19.2.04 | e-mail | samba Syl, samba Sylvana achava a vida bonita, do alto do seu salto sambava faceira embalada pela música e pelo limão saboroso que preparava Leo, se banhava deliciosamente na maré de olhares que seu corpo atraía, desfrutava do ciúme das outras e na fila do banheiro sempre dava umas piscadelas para os casados, "oferecem menos perigo" - dizia pra Edi - "Edileide, minha filha, nada pior que homi babando no teu pé, é pior que unha encravada", soltava uma gargalhada balançava os cabelos negros de hene marú e pedia outro limão. coisa de jorge | 3.2.04 | e-mail | aproveito a conexão, a impressora e um tempo livre no trabalho. a empresa vai mal das pernas e do meu lado me perguntam quem pagam com 2 mil euros, eu penso que perigo estar deddicando tanto tempo assim pra algo tão incerto, e uma dor de cabeça que me acompanha desde ontem me diz que preciso me dedicar sem medo ao meu desafio maior. um comic. coisa de jorge | 3.2.04 | e-mail | do meu lado brigam, discutem, lá fora sol, céu azul, tudo lindo, aqui dentro um pouco de dor, ansiedade, desejos, e o tempo que ñ me sirve pra fazer tudo o que eu quero. Estou num olho de furacao, mas dos bons, com possibilidades do tamanho de um super maracanã e feliz pq descobri aonde está o til nos teclados em espanhol. agora não me falta nenhum acento novo pra poder escrever na minha língua. falo três agora. mal, mas falo. coisa de jorge | 3.2.04 | e-mail |
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