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Jorge Penny, cai nos carrers de Barcelona com ginga brasileira, leva porto alegre no coração e no acento, com a vida faz jazz assobiado, ama sua mama, sua nanda e seus desenhos, adora cozinhar, viajar e escrever longos e-mails.

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tenho que produzir duas pinturas em acrilico até sexta, trabalhar de madrugada editando tabelas, fazer as compras e a comida para mim, ir à aula, preparar slides para outra aula, me preparar para falar em público e animar criancinhas e sorrir e ser feliz.

coisa de jorge | 31.3.05 | e-mail |



e o nome dela é waldemar gente boa... lembram? piu piu de marapendi, ou algo do gênero...

coisa de jorge | 31.3.05 | e-mail |


Zissou
life aquatic se revelou justo o que esperávamos, uma comédia dessas em que quase não se dá gargalhadas, em que a moral por trás da coisa é simples e pode que nem esteja presente, mas que encanta. wes anderson é dono de uma das imaginações visuais mais interessantes do cinema atual, seus filmes beiram um surrealismo cotidiano, em que a naturalidade dos personagens navega em situações irreais. LA pode ser um filme sobre pais e filhos, sobre o amor a natureza, ou sobre como enfrentar a decadência, mas eu acho que é sobretudo um filme para as crianças que descobriram a natureza através da televisão e do cinema, que sonharam em viver aventuras e se arriscaram nelas, mas logo a coisa não saiu bem como se esperava, mas no entanto isso foi o que trouxe magia ao caso. é um filme feito pra treintañeros, onde bill murray assume de vez o canastrão cínico que é, e conquista, em que se vê quão velha está anjelica huston, os enormes atores que são williem dafoe e owen wilson e que belo cantante saiu esse seu jorge, o fato pitoresco que acrescenta simpatia ao filme. como sempre os brasileiros no cinema falam pouco, meio que por obrigação, mas pelo menos deixaram ele fazer o que faz melhor e no seu idioma. saimos leves e encantados de viver a nossa pequena aventura. ah, por certo nunca havia visto um personagem tão maconheiro no cinema.

coisa de jorge | 31.3.05 | e-mail |


momento querido diário
envio uma série de ilustrações para vender-me. hnn, resulta interessante tentar vender-se por internet. logo tenho problemas com um trabalho idiota no word, por certo o pior programa jamais inventado, me deprimo e me animo, faço compras e carrego peso, tomo banho e vejo o correio, sou descartado de algumas ofertas de emprego que me havia inscrito, o que por um lado é um sinal de que pelo menos olham essas coisas, produzo um cartaz pra aula e tento encontrar motivação e alegria para ir sábado desenhar e explicar como se desenha para algumas crianças na fnac da diagonal, sim o floquet tem sobrevida e é possível que passe algo semelhante no dia de st. jordi, isso sim seria bacana, já que é um dia bastante lindo na vida da cidade, mas de dias lindos não se enchem geladeiras, a corda aperta por um lado e eu me chacoalho por outro, a nanda me enche de alegrias por todos os poros e vamos vivendo um dia de cada vez com a determinaç4ao de que tudo tudo vai dar pé.

coisa de jorge | 31.3.05 | e-mail |


fragmento gracioso colhido em uma festa de amigos
-rapá, tu nem sabe que hoje encontrei um amigo no msn que fazia mais de séculos que eu não via...
- ah, é? porquê? ele é highlander...

bg de cornetinha de comédia.

coisa de jorge | 29.3.05 | e-mail |


volta ao mundo real.
o presidente da escalera(síndico) nos liga às 8 e meia da manhã, virão hoje para ver o vazamento na área. passo parte da manhã atendendo-lo, nisso uma conhecida que vem por el flash (ñ eu ñ vendo cópias, troco por música), trato de atualizar meu curculum online no infijobs e me increver em ofertas de trabalho, ñ que eu leve muita fé, mas a nanda conseguiu muitos trabalhos assim, de maneira que foi o que me pareceu o primeiro passo a ser dado nessa direção outra vez. preparo agora as coisas para o curso e penso nas duas pinturas que tenho que fazer até sexta, masi um cartaz que está a medias. mais calmo olho o meu curriculum e tudo o que sei fazer e que tenho por fazer e pelo menos tenho a mente ocupada. ah, agora a levar a bici da nanda pra arrumar.

coisa de jorge | 29.3.05 | e-mail |


limbo
uma amiga me falou uma teoria interessante sobre viver aqui, que a cidade é como um limbo, encaixa com o que já notamos, aqui se vive relativamente bem com pouca grana, ou seja somos pobres, mas felizes. Ela contava de pessoas que já vivem aqui seis, sete anos e que no fundo não fazem nada, vivem com seus porros, trabalhos temporais, sonhos hippies e alugueis baratos. Sim, a cidade pode facilmente te levar a esse estado de marginação curiosa, em que ñ estás inserido na sociedade, mas vives e tens a praia e outros tantos eventos e possibilidades culturais à tua disposição, fora a qtd de gentes do mundo para conhecer. Eu comentei que a única coisa que nos toca fazer é estudar, aproveitar esse tempo e evoluir, mesmo que o trabalho que te toque fazer ñ seja o melhor tu terás tempo de ler, de ver expos e de produzir coisas para ti. e essa é a única coisa que se pode fazer no limbo, ler e tricotar.

coisa de jorge | 26.3.05 | e-mail |


Vida social
Fabiano Finger deu seus passos por aqui e nos vimos duas vezes, uma pra levá-lo na clássica xampanyeria e outra para uma festa de aniver do Tchê, um bagual de livramento perdido na cidade grande, e por sinal arquiteto como quase metade dos q estão aqui. Foi engraçado porquê lá o fabiano acabou encontrando outra amiga q fazia dias ele tentava falar, provando que o mundo é realemente pequeno. A festa era meio brasileira, meio oriental (na cponcepç4ao borgiana, assim q argentinos, uruguaios e chilenos eram os outros) mas como tinhamos músicos no nosso lado a festa foi à base de violão e pandeiro. cantamos algumas bobagens e falamos umas quantas mais, todos ansiosos por fazer isso na praia, total que o hit da noite foi a da marina, a das bundinhas de fora, top léssi na areia, nanana. Logo ontem, lentos, recebemos a ivonne e uma amiga atriz sua q estudou cine na escola de cine de cuba (sim a do g. g. Marquez) e mais os nosso argentinos do coração, silver e mari. Foi bom pra ouvir e praticar um pouco de espanhol, já q com o feriado e festas brasileiras acaba que não falamos nada, e sim, faz falta. Hoje fomos ver umas expos, q acabou sendo só uma com desenhos do quixote, bastante propício pelo nosso momento de leituras noturnas. Enfim, minha mamis ligou pra dar ânimo e vou recuperando a força pra produzir.

coisa de jorge | 26.3.05 | e-mail |



a nova banda predileta do último minuto para toda a minha vida.
manhã cinza, vc acorda sem muitas vontades com um desejo incerto em mente, prepara o café, come o pão recém feito com a manteiga, o cinza invade as cores da tua vida, o rádio se acende para preencher os espaços que faltam, nesse instante uma voz incerta, em falsete, como que saída de um conto de oscar wide, um clima gótico sem explicações já que o que suporta aquelas notas é puro soul, um soul que de tão antigo soa moderno, não se sabe identificar se quem canta é uma mulher ou um hombre, mas nem se precisa, apenas fechar os olho e deixar que antony cante com su voz tremula e tremenda transforma o dia em uma linda foto preto e branco. Antony and the Johnsons, soa antigo e por isso mesmo é tremendamente moderno, em seu disco é acompanhado de gente da talha de lou reed, coco rosie (eu já falei delas, outra obrigação). devendra e boy george. o novo folk/soul americano é feito por jovens nerds freaks brancos e é lindo. no site oficial existem alguns pedaços de canções para baixar e se deixar envolver.

Busque:
ANTONY AND THE JOHNSONS
I am a Bird now

coisa de jorge | 22.3.05 | e-mail |


partypeople
domingo foi o primeiro dia da primavera, não o oficial do calendário, mas com direito a sol e quase calor, compartimos e aproveitamos o sol na sacada da tati que cumplia seus 30 e algo depois de voltar do brasil. lá estavam brasileiros de distintas gerações, uns com 15 anos, outros com 7, outros com 2, outros com meses de bcn. É sempre curioso e positivo trocar experiências, conhecer compatriotas e falar do que se viveu e do que se está vivendo. mesmo que festas com muita gente não sejam um espaço adequado para desenvolver longos temas. z se sente cansada dos temas, de falar mal do catalão, de se sentir explorado, de reclamar ou exaltar. sei que gosto da postura dos que tentam fugir dos clichês, tanto os negativos quanto os positivos. E a resistência com o idioma me parece birra, a mesma birra de alguns catalanistas casposos. no final da festa desenvolvi um raciocínio todavia verde, mas o que eu noto é que nós, brasileiros, vamos de cool, nos sentimos especiais e diferentes com relação aos equatorianos, peruanos e outros latinos que vêm pra cá em busca de um futuro melhor para toda a sua famíñlia. Somos em geral jovens, alguns estudando, todos com pretensões artísticas, mas todos sem 'consciência de classe'. o que eu quero dizer com isso? pois que vamos de rollo individual, que um consegue coisas bacanas à troco do seu suor, mas não sabe logo como compartir isto e vamos perdendo oportunidades de ampliar redes e de criar força. os peruanos, equatorianos, etc. se reunem uma vez por semana na praça catalunya, trocam oportunidades de trabalho, casas, coisas. nós nos vemos à cada 6 meses e nos custa dividir as conquistas, por temor à invejas ou sei lá o q. pode que o meu raciociosímio esteja um pouco equivocado, mas me parece que falta se assumir como precário para desenvolver um sentimento de compaixão e estabelecer laços mais sinceros. mas já digo que eu não serei o herói desta cruzada, como muito vou comentar com os mais chegados e ver aonde podemos levar isto. não acredito mais em revoluções, muito menos coletivas.

coisa de jorge | 22.3.05 | e-mail |


links de uma sexta qualquer
estou tentando levantar vôo com um antigo projeto, mas me paralisei por motivos estéticos. é nesse momento que uno agradece a internet, uma hora depois e já estou tonto de tantas referências. os pongo dos links (habiamos quedado en uno a la vez, pero...)
Se vc é apaixonado pela estética dos anos 50, esse site é um paraíso, ñ pq tem o melhor, e sim pq tem o pior: http://www.lileks.com/ são umas quantas galerias, que vão desde gimmicks abandonados, piores comics, decorações mais bizarras (essa o autor editou um livro e todo), revistas masculinas, piores anuncios, motéis de beira de estrada... enfim, um paraíso.
E logo, por outra parte descobri essa e-ditora eletrônica que tem umas preciosidades, vale a pena gastar um par de horas para ver algumas coisinhas ali. www.edicionespeo.com.
bon voyage.

coisa de jorge | 18.3.05 | e-mail |


qué bonita expresión es...
nos queríamos comer a besos

coisa de jorge | 18.3.05 | e-mail |


ainda o idoma
falar outro idioma é mais que saber como se diz tal coisa. é mais, saber construir frase e raciocinios de maneiras distintas, a palavra e o idioma condicionam maneiras de pensar, ou pelo menos determinam a maneira de raciocinar. uma das maneiras de pq um japonês nunca pensará, ou melhor dizendo, nunca desenvolverá o seu pensamento até chegar ao mesmo ponto que um panamenho. sempre peguei acento fácil, se ia pra arroio dos ratos em menso de dois dias já falava como os bacuris de lá, na praia de jericoacoara falava lento e arrastado como todos os locais, no rio carregava nos erres e nos shhs tanto quanto meus primos, e nunca me senti mal por isso, ao contrário, era uma das melhores coisas das viagens. aqui dizem que eu falo bem, para um brasileiro, mas eu sei que o que impressiona é o acento, dois anos de rádio e música e aulas e converas te ajudam a construir um muro ilusório de vocábulos. mas no fundo tenho clara as minhas limitações. O espanhol falado na rua é limitado e no seu vocabulário, e em cima, aqui tratei de controlar dois idiomas a la vez. Meu sonho seria saber, ou pelo menos que me sairam naturais palavras como sin embargo, hallar, con lo cual, construir as frases de maneira mais espanhola possível, saber dar as voltas necessárias sem enrolar a língua entre erres, eres, rrotas e ges. também já faz falta um estudo mais em sério do idioma, controlar algumas regras gramaticais, saber o porque de determinados usos, enfim controlar de verdade o idioma. e sabe que com o passar do tempo encontro cada vez mais bonito e sonoro este castelhano de mil acentos que dança ao meu redor.

coisa de jorge | 18.3.05 | e-mail |


não temos televisão, mas nem por isso vivemos sem uma boa novela.
outro dia me deu um alívio profundo ao conversar com uma amiga espanhola que disse haver começado a ler o quixote como umas 10 vezes e nunca pode acabarlo, eu tentei umas 4, e não passei do capítulo 6. Suponho que com o quixote passa o mesmo com todos os clássicos antigos, vc já sabe a história antes de ver o filme, o que dirá de ler o livro. Mas é claro que só lendo vc vai entender o porque de verdade que um livro chega a ser considerado clássico. O quixote é um livro satírico, escrito numa prosa antiga, rebuscada, definitivamente engraçada, mas nada fácil, ainda mais poruqe ali estão misturados distintos castelhanos, maneiras de escrever e falar antigas e muitas voltas para dizer coisas simples. E assusta pensar que vc estará traduzindo mentalmente tão retorcidas voltas e sátiras durante umas 600 páginas. Mas nos últimos dias inventamos uma nova maneira para nos divertirmos antes de dormir: ler o quixote em tom teatral. Cada um lê uma parte e assim já avancei mais em 3 dias qua antes havia conseguido. E esperamos com alegria o momento de retomar as aventuras do nosso hidalgo trapalhão, e o bom é que juntos vamos decifrando e dando novas visões a passagens que antes não me diziam nada.
é a primeira vez que fazemos algo assim, igual ler passagens de livros em voz alta ém uma coisa que encanta a nanda e eu adoro ouvir a voz dela, espero que vençamos os 60 e tantos capítulos para poder saber todos os detalhes dessa divertida história.

coisa de jorge | 18.3.05 | e-mail |


roubada
sou um menino bonzinho, logo ajudo meu profe numa empreitada estúpida fazendo a parte mais chata do mundo que é programar e sem cobrar um duro. pensando bem eu não sou um menino bonzinho sou um homem idiota. mas consegui criar um sistema interessante de listas com xml. nada demais, mas dominei um pouco mais uma linguagem nova.

coisa de jorge | 16.3.05 | e-mail |


crítica perdida
Depois de mais ou menos duas décadas fomos ao cinema outra vez, Closer foi a opção que nos permitiu o multisalas aqui de perto. Era um filme propício para ver depois de casado, afinal traições são um tema importante na vida do casal moderno. Eu já desconfiava da decepção, mas mermão: fala sério. Vejamos, hollywood se propõe a fazer um filme sobre traições, um filme bem mais psicológico em que o sexo é o principal objeto, mas não aparece diretamente, tudo fica na sugestão, e a força e a agressão estão nos diálogos. A idéia da edição de cortar o tempo e se concentrar nos momentos 'chave' das relações e nas discussões é interessante. tudo muito bem, elenco de primeira, linda fotografia, lindo começo, quem sabe um dos mais lindos dos últimos tempos, pena que dura uns 30 segundos, até a nossa heroina ser atropelada, e pelamordedeus! q bobagem. Logo o que seriam diálogos naturais funcionam por vezes, porque os diálogos fortes são simplórios e as questões levantadas irrelevantes: aonde?como? - alguém realmente pergunta isso? Não se esclarece o porquê? Se fala pouco do tesão, da aventura.
bueno, nem vale a pena me alargar com isso. queria apenas registrar que o momento parem o mundo que eu quero descer é qd o tal doutor descornado vai parar num putero, e quem ele encontra? putz, que bobagem aquilo. Tudo vai ficando óbvio e puro clichê, e como a nanda bem disse o momento mais sexy é o chat entre os dois personagens masculinos, assim que...
A questão da traição é delicada, mas existe uma coisa que é o romance e outra que é o tesão. A coisa ficou misturada naquela maionese americana, e ninguém falou em perdão, era como uma luta de crianças pela melhor parte do bolo, que era sempre a do outro.
Bueno, acho q não me esclareci muito, mas tampouco faz falta. o filme já deve estar visto e revisto pela maior parte dos meus 17 leitores.
Ah, pra acabar, e o que era aquele final "o primeiro sutiã a gente nunca esquece", e até a música (linda, é verdade) fica uma merda com aquele corinho de vozes femininas, de uma infelicidade... tremenda.

PS: Filmes de traição me lembram Jules et Jim, que ñ é por parecer pedante falando em cine francês, mas em que a sexual naturalidade de uma jeanne moreau na flor da idade convivia numa harmonia sincera com a traição e com o sexo, e tudo era dito e não dito e ali não se mostrava nenhuma cena de sexo, e nem de traição, mas ela existia e a gente sabia. sutil, natural, mais verdadeiro. no meu entender.

coisa de jorge | 16.3.05 | e-mail |


cowboys
Buscando um café pela praia ontem vimos uma dupla que me pareceu familiar, ele alto, quase sexy, atento ao pequeno feio e sujo que tratava de buscar uma música num rádio velho, os dois vestiam o mesmo estilo, meio vaqueiro com seus casacos de veludo e seu andar de quem muito viveu, iam em direção ao bar que tratamos de fugir pelo cheiro de gordura, demorei pra saber daonde conhecia as figuras até que o rádio fez a conexão, midnight cowboy, um dos meus filmes fetiche, estavam ali joe e ratso, locais, o nosso joe provavelmente era um argentino, pelo pouco do sotaque que consegui captar, o nosso ratso um típico local com su voz curtida em ducados e carajillos, se meteram no bar e eu fiquei com a imagem, logo encontramos uma sorveteria para saciar o desejo dos nossos amigos e assim que cheguei em casa tratei de desenhar, desenhei os originais, meio de cabeça, e fica evidente minhas deficiências no desenho do corpo humano sem referência, isso que nem era uma posição difícil, mas igual as cores e o clima que consegui no parque meio sem querer me alegraram o domingo, pois aqui está mais um desenho pra pesar no blog e pra demorar pra baixar. espero que valha a pena.

coisa de jorge | 14.3.05 | e-mail |




Joe: John Wayne! You wanna tell me he's a fag? (after a long pause) I like the way I look. It makes me feel good. It does. And women like me, god-dammit. Hell, only one thing I've ever been good for is lovin'. Women go crazy for me. That's a really true fact. Ratso, hell: Crazy Annie, they had to send her away.
Ratso: Then how come you ain't scored once, the whole time you've been in New York?
Joe: 'Cause, 'cause I need management, god-dammit. 'Cause you stole twenty dollars offa me. That's why you're gonna stop crappin' around about Florida. And, and get your skinny butt movin.' And earn twenty dollars worth of management which you owe me.

coisa de jorge | 14.3.05 | e-mail |




¡O filme do nosso casamento!
fora de brincadeira, foi um dia inesquecível, optei por filmar mais que fotografar, pois imaginava que um filme poderia representar melhor o acontecimento, o que eu não esperava era que a vida mesma ia tratar de dar ao filme o roteiro e a aventura e o acaso fazer as cenas e uma música mais ao azar iluminar os pedaços dessa alegria. Modéstia a parte foi o filme mais bonito que já fiz, e um dos melhores vídeos de casamento que vc verá na sua vida, eu posso garantir. Primeiro porquê não parece um vídeo de casamento, dura menos de 5 minutos e é apenas um trailer de uma vida. Ficou bastante pesado é verdade, mas resolvi valorizar a qualidade em detrimento da velocidade, espero que muitos possam vê-lo.

coisa de jorge | 12.3.05 | e-mail |




To Z.
para celebrar este corte tão controverso.

coisa de jorge | 12.3.05 | e-mail |


ejercício de estilo, algo de alice no país das maravilhas e don quixote em um lápiz sutil e o acompanhamento luxuoso e cheio de falsidades do photoshop.

coisa de jorge | 12.3.05 | e-mail |


vamos completar 8 anos juntos e casamos faz uma semana
e um amigo me perguntava curioso o segredo de manter tanto tempo um relacionamento, se aos dois meses ao lado de uma mulher todas as outras pareciam de pronto muito mais apetitosas. e se com o tempo o sexo diminui dentro do casamento, fato científicamente estudado e provado. Falei das conversas, ele me acusou de sair pela tangente, mas conversas quem sabe seja tão amplo como dizer sexo. Não me lembro de nenhuma primeira transa sensacional, não falo da primeira vez, em que deixar um chiclete no meio das melenas da minha parceira foi o detalhe que tive para quem comigo estava sendo ntão boa. Eu me refiro há todas as primeiras vezes em que forniquei com alguém, foram infinitamente sofríveis comparadas às com quem tive a oportunidade de repetir a experiência. A prática leva a perfeição, e nisso não estou entrando no campo do sexo tântrico, que no ocidente me parece uma extrema frescura para retrasar a ejaculação, já que o futebol ou a economia do lar servem para o mesmo propósito e não se gasta tanto tempo em incesos, sândalos e almofadas, digo que o que importa é a entrega real naquele instante, toda a depravação e diversão implícita no ato, mas não é só nas longas noites/tardes/manhãs de amor que encontrei prazer extremo, que não foram todas as duas horas que passei trepando sensacionais, algumas eu não via fim e me apavorava e outras de 5 minutos proporcionaram um prazer conjunto tão intenso e compartido, que vamos, são os melhores. Assim que a coisa ia sobre casamento, conversa e sexo, de sexo já falei bastante e o único que posso dizer em favor ao sexo dentro do casamento, e em definitiva à favor do casamento, é que o desafio está em redescobrir o conhecido, ir aos poucos revelando desejos e aos poucos conquistando, num jogo que não precisa ser rápido e não se esgota na primeira briga, nem na primeira vez que você vê aquele rabo de saia sedutor. E meu amigo, ter alguém do seu lado, em que os códigos foram construídos juntos, uma pessoa que se descobre rindo junto de coisas que só vcs entendem e não precisam explicar, que te tira do sério e te põe nos eixos, que te alívia do peso de caminhar, que vai junto na mesma direção. ah, e de pronto se descobrir acompanhado na estrada é uma sensação de paz que eu não troco por nada, por nenhuma aventura de hormônios e estimulantes. e ademais eu acredito no amor, mesmo que seja mentira.


acabo el texto con aires de tangos acompañado en espíritu de las guitarras de los fragas...

"dime que me quiere
dímelo por dio'
aunque sea mentira
aunque no lo sienta'
pero dímeloooo"

coisa de jorge | 12.3.05 | e-mail |


a la egípcia
ando à flor da pele perdendo o passo e as estribeiras com uma canção stereo qualquer, esbarro pelos espelhos com um velho desconhecido que não quero cumprimentar e nossos olhos sempre se cruzam.

coisa de jorge | 12.3.05 | e-mail |


imóvel
de olhos fechados com a janela aberta esperei, esperei e não cheguei até mim mesmo. esperei a chuva e um raio de sol atravessou a cortina do quarto. esperei por alguém e só o telefone tocou me chamando pra viver. pulei o café da manhã e me dediquei a fazer o melhor macarrão com carne que poderia fazer sem vontade. ficou ótimo e salguei ele um pouco mais com lágrimas. chorei comendo e ouvindo rádio, a minha rádio 3, através dela fui lembrado que hoje, exatamente hoje, faz um ano do de madrid. parece bobo, e eu ñ estive ali, mas foi uma dor que senti de perto, do mais perto que pode ser conhecer o tipo de trem que explodiu, imaginar o tipo de gente que estava naquele trem, de ouvir os comentários de quem esteve ali, e viu tudo, e senti que a tristeza que sentia por mim deveria ser vergonha, não outra coisa, pois se há pouco tempo me tocou ver um amigo perder o seu ser mais querido da maneira mais besta do mundo, e logo pensar na quantidade de gente que ficou na mesma situação, e pensar que sim, que devo continuar, que tenho que encontrar a vontade de ser e estar nas possibilidades que o caminho me apresenta, que devo seguir fazendo coisas e estudando, que devo produzir, produzir e produzir, que devo ser feliz apesar de tudo, mas tem dias que não dá, e por sorte agora chove na rua e dentro de mim, eu me sinto doente e não tenho nada pra fazer de urgente, fora tentar me sentir melhor. ojalá todo cambie.

coisa de jorge | 11.3.05 | e-mail |


troca de papéis
espero minha dona que está de reuniões com a sua rádio, nos últimos tempos ela tem chegado sempre bastante tarde, agora são quase 10 e meia da noite aqui, eu sempre estou por casa, lavando coisas, ops, me esqueci da máquina de lavar, tenho que ir ali estender (sic) a roupa! bueno, os deixo, e tenho que estar de olho senão a pizza que eu fiz (ojo, fiz a massa e tudo) pode queimar, vaya que nesses tempos modernos mudamos de papel com uma facilidade imnpressionante...

coisa de jorge | 9.3.05 | e-mail |


La millor pintada del dia de les dones treballadores:
La talla 36 es violencia de genere!
ou seja,
a melhor pichação do dia das mulheres trabalhadoras:
O tamanho 36 é violência de gênero!

isso na vitrine de uma loja chic em plenas ramblas.

coisa de jorge | 9.3.05 | e-mail |


www.radiopaca.org
uma rádio só de dones, ou de mulheres em bom português, perdi por acaso o programa da dona do meu coração, mas os arquivos estarão ali logo, logo e uma vez por semana fernanda explicará algumas coisas da nossa cultura. Para ouvir é importante ter o winamp e em play URL colar esta direção: http://66.246.178.239:8740/listen.pls. A rádio está começando e vai pelas ondas de internet que pode alcançar vc aí na sua casa ou no escritório, igual hoje ñ se poderá mais ouvir a nanda, mas em pouco tempo é só buscar pelo programa de musica brasilera. viva las dones!

PD: Paca é o apelido de francisca, nome da senhora que dá nome a casa e ao centro cultural que alberga a iniciativa.

coisa de jorge | 8.3.05 | e-mail |




Lunatic Lover's - Suehiro Maruo
Outro japonês pervertido, provavelmente muita gente já conheça, mas como só agora suas obras estão sendo publicadas no ocidente, acho válido divulgar, até mesmo porque seu trabalho é realmente perturbador e encantador ao mesmo tempo.
Maruo desenha pesadelos, na tradição do muzan-e (atrocity print), e seu desenho perturba pelo realismo e pela beleza que consegue prevalecer de histórias pervertidas e assustadoras, os críticos ocidentais buscam comparações com Lautreamont, Pasolini, Bataille, William Blake e, principalmente, Luis Buñuel, mas é inútil tentar responder uma cultura com outra, só lendo para entender, ou não os tortuosos caminhos da mente de nosso artista.
Abaixo reproduzo uma parte da sua história que tirei do site da conrad no brasil e que ilustra bem o tipo de personnagem que estamos tratando:
"Suehiro Maruo é o mais importante representante do mangá underground (angura) na atualidade. Sétimo filho de uma pobre família do interior do Japão, desde cedo abandonou a escola e passou a adolescência metido em pequenos roubos (ganhou uma temporada de duas semanas na cadeia, depois de ser pego em uma loja roubando discos do Pink Floyd e do Santana). Era um rapaz sem profissão. Tentou mostrar seus quadrinhos para a revista Shonen Jump (de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco etc.), mas foi recusado sem maiores explicações.Em 1980, tinha 24 anos quando finalmente começou a trabalhar como quadrinista, fazendo HQs de terror erótico classe B. Em 1982, publicou pela primeira vez na prestigiada Garo, a mais importante revista da vanguarda dos quadrinhos japoneses. Foi quando sua vida mudou. A crítica aclamou seu trabalho, que passou a ser cultuado por um público muito amplo, principalmente o feminino. Hoje seus livros são publicados no Japão em edições de luxo, e seus originais custam pequenas fortunas no mercado de arte."

Vale a pena visitar e conhecer a sua obra, mas deixe para ler os seus livros em sábados ensolarados, não aconselho como leitura para antes de dormir...
loja conrad: http://www.lojaconrad.com.br/produto.asp?id=274
pequena galeria: http://www.woodenmen.org/maruo/
site oficial (meio complicado sem saber japonês...): http://www.maruojigoku.com/gallery/gallery/index.html

coisa de jorge | 8.3.05 | e-mail |




casados
sábado acordei menos borracho do que imaginava e muito mais casado do que sempre sonhei, as aventuras para concretizar a cerimônia a nanda já contou no seu blog, da minha parte transformo a foto mais bonita das poucas que fizemos em um desenho e publico aqui, como marca desse passo tão pequeno e tão grande a la vez. a verdade é que deu vontade de casar mais vezes, sempre com essa mulher, que com os olhos cheios de luz disse que si, e eu com um sorriso em que cabe toda a felicidade do mundo digo que ao teu lado quero para sempre estar.

pd: por certo filmamos parte da aventura, assim que acabar um par de coisas me ponho a editar.

coisa de jorge | 7.3.05 | e-mail |


e todas estas coisas que fazemos, fazemos por amor ou ego, fazemos por medo ou tédio, quem poderá nos ajudar a encontrar a porta do amor verdadeiro, do sexo com prazer, da leveza de existir, quem saberá dizer porque está aqui, quem tem certeza de tudo o que diz pobre é, quem se agarra ao mastro do barco é o último a afundar. e todas essas coisas que pensamos, pensamos pra quem, pra quê, por quê? e tudo isso que vivemos vivemos por nçós ou pelois outros, ou através dos outros, afinal si todo da lo mismo, se mais dia menos dia vamos dessa pra melhor, mas mesmo assim saímos pra fora da concha, queremos mais, desejamos ela e ele, desejamos viver com alegria, desejamos ser felizes da maneira que nos dá na telha, e ninguém sabe explicar por quê, mas assim é e assim será porque somos da mesma massa líquida, somos da geração da internet, do video game e das pastilhas, das liberdades e do rock in rio, e tudo isso soa ridículo.

coisa de jorge | 3.3.05 | e-mail |


certas coisas a gente espera com ansiedade, mas tem outras que a gente espera como se nada, a ver se me explico, algo como uma carta que não seja uma conta ou uma propaganda de pizzaria, um e-mail de alguém que a gente não conhece e que nos elogia, um presente de um novo amigo, um acaso divertido, uma sorte dessas de estar no lugar certo na hora certa, e entre essas coisas eu acrescentaria ler o microfone, demora tanto que parece que a consu só escreve nas mudanças de estação, e como é uma dessas coisas que se espera sem esperar, que nos esquecemos e quando descobrimos que ela escreveu nos encontramos com pensamentos como este: Quando voce vive num outro lugar, ao inves de ganhar uma nova identidade, perde a anterior. e vemos que a espera sempre valerá a pena e que ela nos mandou aquela carta surpresa, pois diz pouco mas é preciso.

coisa de jorge | 3.3.05 | e-mail |


certezas
eu tenho certeza quando pelas manhãs me olhas pela fresta do teu sono e sorrindo me diz bom dia, eu tenho certeza quando te faço rir leve e solta com alguma macacada infantil que me daria vergonha de fazer na frente de qq adulto semi conhecido, eu tenho certeza quando as noites se fazem largas com vinhos e conversas e rimos os dois até altas horas e nos lembramos e nos esquecemos de tudo, eu tenho certeza quando falamos sério e entre choros ou birras vamos retorcendo palavras para dizer que no fundo só nós dois nos entendemos, eu tenho certeza quando tu me mostras inteiro nos teus olhos e falas de mim de uma maneira que eu nunca me havia visto, eu tenho certeza quando me perguntas e dói, eu tenho certeza quando me pedes com voz doce as coisas mais simples, eu tenho certeza quando teus olhos brilham com idéias e levantas no meio da noite pra anotar nesses pequenos cadernos cheios de vida, eu tenho certeza quando te leio nas entrelinhas, quando te conheço mais que a ti mesma, quando adivinho, quando te espero com a comida, quando te espero pra sair, quando mal chegamos na festa e tu já queres voltar pra casa, eu tenho certeza por cada casa que fizemos, eu tenho certeza por cada olhar que trocamos, eu tenho certeza por cada beijo e por cada vez que te desnudas, eu tenho certeza pelo cheiro do teu pescoço, pelas curvas do teu corpo, pelas marcas da tua pele, eu tenho certeza pelos nossos segredos, eu tenho certeza por coisas que nem sei dizer, eu tenho certeza pela distância que temos de quem fomos, eu tenho certeza por não saber quem seremos, eu tenho certeza porquê o amor se construiu aos poucos e se destruiu e voltou a se construir e nós dois estivemos ali, e isso nos deu a certeza de que seria pra sempre, de que sim: eu quero casar contigo.

coisa de jorge | 3.3.05 | e-mail |


lady on the rock
o coquetel é explosivo, pj harvey, nick cave, damon albarn e a senhora mariannne faithfull. o disco before the poison entra fácil, mas pelos caminhos difíceis, pelos que não se explicam com melodias fáceis e arranjos encantadores. o disco é cru e direto, a voz teatral encontra espaço entre guitarras distorcidas e pianos econômicos, as letras falam de amor, mas de uma maneira que nick and polly sabem fazer, ou seja, de um amor profundo, muitas vezes dolorido, um amor que deixou marcas na voz e na vida, e marianne mostra que sua arte não se perdeu no tempo, pelo contrário, a classe se elevou e agora ela põe a voz na medida exata. elegante e sujo, rock para senhoras que tomam chá em salões dourados, mas colocam algo mais na infusão.
marianne faithfull
before the poison

coisa de jorge | 3.3.05 | e-mail |


gracias por quitarme un peso de encima
acordei com dor de cabeça, aguda, e o primeiro pensamento que me veio à mente foi: a festa. Eu sei que é um momento especial, que nos amamos e nos casamos por algo mais que só papéis, nos casamos por ter certeza de que enfrentaremos todas as tempestades internas e externas juntos, e que nos hace una ilusión tremenda envejecer juntos, pero, entre isto e organizar uma festa num apartamento de 36 m2 uma semana depois de outra festa dá preguiça. motivos para os mais afoitos: é tudo muito lindo, mas vc deve comprar todos os comeres e beberes, o que acarreta uma ou duas viagens até o super, logo organizar e arrumar a casa (tirar coisas da sala prar dar espaço) as pessoas chegam, com 6 a casa já está lotada, seriam umas 15 pelo menos, e vc fica pendente de falar com todos, mistura os idiomas, mal fala com todo mundo, logo se emborracha misturando vinhos, cavas e sei lá mais o q, em seguida o povo se marcha, vc está cansado e com sorte nem tão bebado pra poder arrumar a casa, pq ñ existe nada pior que despertar com ressaca e fome e ter que lavar louça pra poder tomar café, então vc lava a louça, toma um banho e cai duro de pedra na cama, isso de lua de mel, pois nada, e todos sairam felizes da sua casa, mas e vc? conversamos hj de manh4a sobre isso, e a verdade é que nenhum dos dois tinha ganas de fiestecita outra vez (vejamos: ganas de arrumar e limpar a casa e comprar mil coisas) já tinhamos acordado de fazer nossa festa no outro lado do oceano, essa sim com os amigos que entendem e conhecem a nossa história, esses que tanto perguntam onde¡, como e quando. Na verdade não dou atenção à estas coisas, mas quero fazer a nanda feliz, por sorte compartimos o mesmo ponto de vista neste caso e concordamos que fazer uma festa agora seria mais um problema que uma diversão. Portanto renato meu bom amigo, quando fizermos a festa desse lado do charco tu terás que estar presente, pois faremos em homenagem a todos estes que nos querem tanto. Vamos, isto aqui é mais que nada business, o romance levamos dentro. e é por essas e outrtas que eu caso com essa mulher encantado de la vida. así que no party.

coisa de jorge | 3.3.05 | e-mail |




el justiciero cha, cha, cha

coisa de jorge | 2.3.05 | e-mail |


balanço
a festa foi tri, really smooth, um bom apanhado dos amigos do último ano, teve gente da expo, da uni da nanda, da vida e até do novo curso, nos dividimos bem entre servir e falar com todos, a casa terminou relativamente limpa, e sábado e domingo tirei para não fazer nada, um pouco pq estou me sentindo bastante cansado, mas é um cansado que quem sabe tem a ver com os 30, mas é bem mais de uma situação, não quero entrar na onda derrotista, mas encontrar a mariana no caminho ajudou a botar pra fora os mesmos medos e dúvidas, porra são trinta anos e vc se vê disputando espaço com gente de 20, 22, e por motivos legais aceitando circunstâncias que n4ao estimulam, é fácil cair em depressão, entrar numa de creep e I don't belong here, mas por outro lado nesses momentos sociais vc começa a notar que determinados esforços valeram a pena, que laços emocionais foram lançados e encontraram resposta, temos amigos, alguns na mesma situação, vivendo as mesmas dúvidas dos 30 e de estar em outro país, outros mais novos ainda sem ter idéia de tudo o que implica vciver, outros mais velhos que já passaram por isso e por outras coisas muito piores, em cima por sorte tenho o curso, que me faz viver ainda como estudante, mas este será o último curso que farei em plan minha vida de estudante, na sexta feira nos casamos, e esse post ia ser só sobre isso, mas nada é 'só' na nossa vida, tudo está interligado, a necessidade de comprar tinta para pintar no curso, oi preço de uma aliança para nós dois, a pressão social de que este fato, o de assinar um papel que nos une para todo o sempre, desperta em todos, e de repente te das conta de que é algo especial, algo que alegra e faz vibrar e te dizem, claro que hay que celebrar, e tu mas porquê? se para nós nada mudará, vamos do pnto de vista legal, vou começar a marcar a casinha que diz casado, e logo já te soltam os comentários de filhos, quando virá o netinho, sobrinho ou pimpolinho, coño, só queremos resolver aspectos burocráticos, temos certeza de que queremos viver nossas vidas juntos, nos imaginamos velhinhos de mãos dadas e nos mola, nos queremos depois de haver passado um montón de tempestades, nos queremos bajo água y bajo fuego, nos aturamos com nossas manias e depois de 7 anos n4ao dá medo assinar qualquer papel que me comprometa com essa mulher, mas pode que por n4ao ter isso t4ao claro quanto penso, não consigo me animar com uma festa, de fato só penso no dinheiro que poderá fazer falta depois, mas que se joda el dinero, coño, a la mierda con to, si es pa celebrar pues celebremoslo, se esto é o que espera a gente, mas estaremos fazendo isso por nós ou pelos outros, ah... a vida em sociedade tem dessas arapucas. bueno, os manterei informados, o importante é que na sexta feira a uma da tarde eu serei o senhor zanuzzi e ela a senhora penny e o nosso amor estará passado por cartório.

coisa de jorge | 1.3.05 | e-mail |


 


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